sábado, 9 de julho de 2011

A Roseira


Enterre-me
pois sou um corpo
em estado de putrefação.
Boiando em mares
que me deixam atordoado
com o balançar das ondas.
Enterre-me
pois meu corpo podre e sem caráter
servirá como estrume
e nascerá a partir deste solo
roseiras envenenadas.
Enterre-me e conseguirei
morrer e te matar.
Pois algum dia espetarás em espinhos de rosas minhas...
Jessie Jones


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