segunda-feira, 27 de junho de 2011

Paraíso dos Rejeitados

Criados do prazer, de um amor tão próximo,
Submetidos a crescer para um futuro de repugnação,
Julgados e menosprezados por milagres e deuses.

Somos aquele que teu deus não criou...
Hipocrisia! Negam o sexo por onde nascem.
Quebram espelhos alheios, sabem que os seus despedaçam-se.
Escolhas sujas e injustas obrigados a escolher,
Esconder-se nas sombras pra que você caminhe ao sol,
Derreterás os pés no quente e no cansaço, então.

Irei sorrir em seus momentos de implorar
Estaria sendo o verme que se tornou a não te socorrer
Estaria me matando se não tentasse te segurar.

Julgam-nos caídos. Seremos caídos então.
Julgam-nos aberrações. Seremos aberrações então.
Ferem-nos todo nosso corpo
Mas a verdade, o orgulho e a ganancia de vencer tal guerra,
São indestrutíveis.
É com tremendo prazer em meio os orgasmos de fascinação, que te respondo meu homem:
Bem vindo ao Paraíso dos Rejeitados
Onde nós seremos deuses imaculados
Em uma cama por um sexo eterno.

Gelofogo

Confesso que é frio aqui
O silêncio estável e imóvel onde está
Chão úmido e ventos fortes
Ainda continua frio...
Mas o peito aquecido como um eterno sempre
Pelo sexo teu que me faz derreter
esta Antártida de segredos
onde nele sou cigano retirante, migrante clandestino.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Um conto de fadas

Uma linda mulher, com sua feminilidade á flor da pele
Delicada, sensata, pois não amada...
Um lindo homem, com sua masculinidade irradiante em educação esplendida
Dedicado, mascarado, pois não admirado...
Ambos conheceram-se em fase de desgostos, loucos para serem amados.
Ela, uma plebéia doce e encantada.
Ele, um príncipe rico e encantador.
A paixão fez com que se afogassem em um mar de gestos de gratidão.
Seus bens materiais hipnotizaram a bela plebéia.
Percebendo o esforço do belo príncipe, deu-lhe em troca sua inocente e tão aguardada virgindade.
Depois de passarem pelos campos mais belos de rosas que o amor lhes proporcionou
Infelizmente não poderiam mais ficar juntos por motivos, subitamente, inventados e trapaceados.
Por sua vez, a vossa majestade deu o seu ultimo presente á aquela magnífica mulher.
Pôs em suas mãos uma caixa prateada cravejada de diamantes,
Poderia abri-la apenas quando a saudade o tivesse matando.
E como todas as caixas, essa não teria motivos para não ter surpresas.
A linda plebéia sufocada e envenenada de saudades de seu amor passageiro
Abriu a caixa, lá dentro continha a rosa mais linda de todo aquele reino.
Uma rosa de cor negra e junto á ela uma carta escrita com letras de ódio e decepção.
Após ler a carta, a mulher refugiou-se em depressões injustas, como toda sua vidaapartir daquele momento em diante.
Na carta havia escrito as seguintes palavras:
“Deixei-me levar pelas emoções encantadoras ao teu lado
e absurdamente não encontrei coragem para te dizer o que me reprimia.
É com todo o meu sentimento de desculpas que digo que sou portador de Aids.”

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Entrelaçados


Os olhos choram de prazer em meio à dor
Os lábios coram-se sem saber ser
As mãos suam sem se importar
As pernas tremem por não poder falar
O coração acelera em ritmo de 'amorluz' irreversível
O corpo em fragrância desconhecida
O desconhecido agora não valerá ao teu nome
Nada mais conhecido senão o prazer de um trago no 'amorsexo' que esconde
um mundo doentio que some
diante teu nome...


Os olhos trocam-se
Os lábios tocam-se
As mãos encolhem-se
As pernas entrelaçam-se
O coração ama
O corpo chama
O desconhecido...?


Jessie Jones

domingo, 5 de junho de 2011

Ressureição

Sinta o meu gosto
ardente em teus olhos.
Sinta a luz do meu querer
carbonizar a tua pele.
Sinta os músculos de teu coração
contrair e explodir de tanto amor em excreção.


Morra afogado nas águas da falta
Morra esmagado por pedras da saudade
Morra cego, que te entrego a vida
pra enxergar e voltar.


Agonizar, sangrar e morrer
entre viver, amar e correr.
Se enterrou sem ser
e não sonhou.
Pedi aos infernos pra me ajudar
a te ressuscitar e ir em seu lugar...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A lei dos corpos que ocupam um mesmo lugar

Sim, é verdade.
Dois corpos não ocupam um mesmo lugar.
Mas dois corpos apaixonados, mergulhados em prazer e amor, ocupam sim um mesmo lugar.
Entram em estado de fusão completo, dispensando qualquer interferências em suas quimicas,
concentrando-se apenas no contato mental e corporal.
Sentem dormência total, quando se fala do mundo ao vosso redor. Pois o foco central de toda experiencia sendo executada é apenas o ardor eo prazer de todo o amor que sentem junto á dormências.
O amor sentimento sujo e doentio, sentimento esplendido e incrivelmente viciante, faz com que as leis dos corpos que não ocupam um mesmo espaço, sejam inexistentes aos olhos queimados pela a chama dolorosa e prazerosa que é o amor.
" Pois então que seremos cegos, tropeçaremos em pedras, bateremos em muros e cairemos em buracos, tudo por conta desta cegueira, que faz aguçar todos os sexos em nós guardados."
Enfim revelada a nova lei dos sexos, as leis dos amantes, a lei dos corpos que ocupam um mesmo lugar.
Enfim sujos e amados, apedrejados e enterrados, pelos os sexos e pela paixão...