terça-feira, 19 de julho de 2011

Enterrados



Sopro na face
Fumaça ao relento e
os sons de corpos móveis em entrelace.
Pontos ao céu
Arrepios nos pêlos
Noite escura debaixo do teu véu.
Vozes silenciosas
Planam e caem no chão
Terras encantadas, terras tenebrosas.
Era silêncio
Era extenso
Agora, a dor...
Os olhos cegos enxergam
A boca muda gritar
Para os ouvidos surdos enterrados.
Enterrados...
E assim protestam os amantes mortos pela ilusão.
Jessie Jones
Imagem: Deitada - Andrea Vidal

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